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Abandonando a perfeição

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#PaisPerfeitos

#FilhosPerfeitos

Brincadeiras à parte… mas chama a atenção como a busca pela perfeição permeia a relação de pais e filhos. Em algum grau existe um nível de cobrança, ou dos pais em relação a si mesmos, ou em relação aos filhos. E, consequentemente, dos filhos em relação a si mesmos e em relação aos pais.

Existe um fio tênue que separa o perfeccionismo do fazer bem feito.

Fazer bem feito, é sempre bem-vindo. Significa dar o seu melhor, como pai e mãe, e como filho.

Já o perfeccionismo, excede isso. Exige demais, pais perfeitos, filhos perfeitos. A falha e o erro não são tolerados, em nenhum dos lados.

Acontece que somos humanos. Vamos errar, vamos falhar. E aprender a lidar com os erros de forma positiva é um dos melhores caminhos para aprender a acertar.

Isso não quer dizer se apegar ou se conformar com os erros, e nada fazer, ter uma postura passiva. E sim, tomar uma decisão de aprender com os nossos erros e com isso aceitar os erros dos nossos filhos como parte do seu desenvolvimento e processo de crescimento, em uma evolução constante.

O que será que está pro trás da exigência excessiva de sermos pais perfeitos e da cobrança de entregarmos filhos perfeitos ao mundo?

Penso que por trás disso, existam medos, crenças, padrões. Preocupações com a opinião de outras pessoas. Uma busca incessante por reconhecimento e aprovação. Uma corrida contra o tempo. Acontece que nessa correria não nos vemos. Não vemos os nossos filhos. Olhamos pra fora e não dá tempo de olhar para dentro.

Pensar a relação pais e filhos de forma mais consciente exige pisarmos no freio. É um convite para desacelerarmos. Fazer silêncio. Abrir espaço e tempo para olharmos para nossa essência, para o nosso SER. E não dá pra fazer isso operando no ‘piloto automático’ do nosso corre-corre diário.

Olhar para dentro é uma necessidade urgente. Só assim poderemos nos conhecer plenamente. Aceitando qualidades, e aceitando imperfeições. E somente depois de fazer essa jornada em nós, podemos ousar compreender melhor os outros à nossa volta, os nossos filhos, inclusive.

#PraOntem

E todo esse caminho, toda essa jornada, leva tempo. Não é de uma hora para a outra. Não é da noite para o dia. O “pra ontem” do nosso corre-corre precisa dar lugar ao HOJE, ao AGORA.

É vivendo no momento presente plenamente que vamos dando cada passo dessa caminhada, colocando cada ‘tijolinho’ dessa construção. É em cada momento da nossa convivência que vamos aprendendo e crescendo juntos.

No ‘piloto automático’ desperdiçamos essas valiosas oportunidades. Ao invés de só olhar pra fora, olhe pra dentro também. Tira o foco do passado e do futuro, e viva o hoje. Dê o seu melhor, foque no esforço, no processo e não somente no resultado final.

Não é externo, é interno. Não é lá, é aqui.

Aqui e Agora. Momento a momento. Olhando pra nós pais e mães com mais um olhar mais amplo, com mais consciência. Sentindo nosso SER, e o SER dos nossos filhos. É isso que realmente importa.

Humanos. Milagres diários.

Cada um com seu brilho, sua luz, seu potencial. Cada um com suas dores, seus medos, sua sombra, suas limitações. Humanos.

E quando podemos compreender que cada um de nós é luz e sombra, podemos ser mais autênticos, mais inteiros. Aceitamos que não somos perfeitos. Deixamos de correr tanto do medo de que alguém descubra nossas falhas. E, humanos, seguimos. Sabendo que nunca estamos prontos e que é sempre tempo de aprender, crescer e evoluir.

É um caminho de mais aceitação de nós mesmos. Mais aceitação dos nossos filhos. E aprendendo a aceitar quem nós somos, ensinamos nossos filha a aceitarem e gostarem de quem eles são.

Que viver nossa relação com nossos filhos com mais consciência possa ser um desses caminhos nessa jornada de evolução. E isso é um presente. Aproveite!

Seja bem-vindo ao universo da Parentalidade Consciente!

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