logo
 

PAIS & FILHOS – Descubra como pais e mães estão transformando a relação com seus filhos ao redor do mundo.

Posted · Adicionar Comentário
“É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Porque se você parar pra pensar
Na verdade não há.”

 

Esse é o refrão da música “Pais & Filhos”, da banda Legião Urbana. E a cada dia recebemos esse convite de amar mais.

Amar mais a nós mesmos, nossa família, o próximo, o distante.

Onda de violência, criminalidade em alta no país no mundo, violência, suicídios, assassinatos, filhos que matam seus próprios pais, pais dando o fim à vida da própria família.

Notícias que chegam até nós e nos assustam, elevam o estado de medo. O medo se engrandece. E nesse estado de medo temos educado nossos filhos. Essa tensão está presente nas famílias.

O medo atinge as famílias. Mas vamos refletir: O medo começa nas famílias.

Para fugir do medo tentamos “assumir o controle” das nossas casas, da nossa família, dos nossos filhos. Acontece que o medo impede o amor de fluir. Onde há medo não tem como haver amor.

Estamos educando a partir do medo e não do amor.

Que possamos aprender com cada situação que chega até nós. Cada notícia ruim, cada comportamento inadequado, cada situação é um convite a essa escolha:

 

AMOR OU MEDO?

 

Agir no medo, é punir, é controlar, é gritar.

É a proteção e insegurança excessivas.

É entrar num estado automático, uma correria desenfreada.

É estar conectado com o mundo da informação através de um eletrônico na palma de mão e estar desconectado daqueles que estão ao seu lado.

 

E o que é agir no amor?

É a confiança, a entrega, o fluir.

É a alquimia de transformar o negativo em positivo.

É receber uma notícia ruim e, leve o tempo que for, “digerir”, elaborar isso e tirar algo positivo, um aprendizado.

É a auto responsabilidade que nos ajuda a questionar “O que é meu nisso?”, “Que aprendizado posso tirar disso”, “Como eu posso fazer algo positivo por essa situação?”.

É a decisão diária de não alimentar o mau, o medo, as notícias ruins. A decisão de não compartilhar aquilo que te faz mal. A decisão de não energizar o que é negativo. Para em você, não passa para frente.

É tirar os olhos do problema e focar na solução.

É a aceitação plena do momento presente.

É aprender a ouvir a voz do coração.

 

E onde isso tudo pode começar?

De cima ou de baixo? Esperar o governo, as instituições? Ou isso pode começar em cada um de nós, dentro das nossas casas, nas nossas famílias, nos nossos ‘pequenos’ conflitos?

Que cada situação que o desenrolar da vida traz à nossa frente possa nos trazer a grande questão:

E agora? Qual a minha decisão? Qual a minha escolha? O que estará por trás da minha resposta, da minha ação?

O AMOR OU O MEDO?

 

De onde vem isso?

De séculos de uma educação repressora. Tanto na família como nas escolas, gerações e gerações, onde a criança era tratada como um “mini-adulto”, sem direito a desejos e vontades, sem direito a quaisquer cuidados especiais em respeito à sua condição de criança.

Paradigma esse que começou a ser questionado, e a partir da década de 60, tivemos o início de uma transformação nos costumes e valores da nossa sociedade. Entre tantos outros conceitos questionados, os modos de educação mais repressores foram postos em cheque, e começou a se erguer a bandeira da educação mais liberada para prevenir os “traumas” que uma educação muito repressora poderia causar na vida emocional dos filhos.

Contudo, as gerações mais jovens, talvez tenham pecado pelo excesso, e em algumas famílias a situação se inverteu, os filhos mesmo que ainda pequenos, passaram a ‘dominar’ o lar. O excesso de receio e o desejo de não “traumatizar”, deu lugar a uma inversão dos valores, dos papéis, da hierarquia familiar.

Pesquisas da psicologia, da psicanálise, da pedagogia mostram a importância da influência do ambiente na formação de um indivíduo, a influência da família e da escola na constituição de um indivíduo saudável, física e emocionalmente. Criar e educar uma criança exige encontramos um equilíbrio entre amor, afeto, amizade, respeito e regras, limites e contenções.

Os pais e mães mudaram e com isso os filhos também. Porém trabalhar em qualquer extremo traz mais consequências negativas, repressão ou permissividade em excesso são prejudiciais à família como um todo.

As crianças e adolescentes da atualidade estão nos convocando uma nova transformação. Os “millennials”, a geração Y, a geração Z. Nascidos na era da tecnologia, ele já chegam mais questionadores. Existem correntes que defendem que essas crianças já chegam mais evoluídas espiritualmente e nos convidam à essa mudança de paradigmas na educação, e na sociedade em geral.

Os noticiários estão nos incitando a fazer algo! Mas que possamos agir com consciência. Ao invés da reação automática, impensada, vamos de ação consciente, pensada, avaliada. E sobretudo, com novas ferramentas, mais amor, mais tolerância, mais aceitação, mais respeito ao diferente.

Vamos ser mais nobres e inteligentes. Pagar violência com violência é o caminho mais fácil, mais curto, segundo Marshall Rosenberg, autor do livro “Comunicação não-violenta”. O desastre social que vivemos nos clama por novas saídas, novas alternativas.

É preciso buscar equilíbrio.

É preciso resgatar o humano em cada um de nós. Nossos valores esquecidos.

É preciso relembrar, acordar, despertar!

Despertar desse sono profundo que nos trouxe até aqui e hoje colhemos os frutos de termos plantado com tanta inconsciência.

 

Nosso planeta está pedindo socorro.

A natureza está pedindo socorro. Desastres naturais.

A humanidade está pedindo socorro. A cada dia novos desastres emocionais.

É urgente o nosso resgate!

E uma das possíveis saídas é começarmos por essa que, segundo a abordagem institucional da Sociologia, é considerada uma das bases para toda a sociedade:

– a família.

Pois, a família exerce influência frente a outras instituições sociais, políticas, educativas.

O chamado por mais consciência está por todos os lados:

– maior consciência ambiental, em relação ao uso consciente dos recursos naturais;

– maior preocupação e consciência com a nossa alimentação;

– crescente preocupação e mudança de hábitos em relação à atividade física;

– alertas em relação ao consumo consciente;

– e parece que estamos em um momento histórico que exalta a necessidade de tomada de consciência em relação à saúde mental e emocional do ser humano.

A família é onde estabelecemos nossas primeiras relações e a qualidade dessas relações pode influenciar negativa ou positivamente toda uma vida. E estamos sendo convidados a olhar com mais consciência também para a relação entre pais e filhos e a forma de educar e criar as crianças e adolescentes.

Quer fazer algo para promover a paz mundial? Vá para casa e AME a sua família.
Madre Teresa de Calcutá

 

A Parentalidade Consciente

Parentalidade é um termo relativamente recente, que começou a ser utilizado na literatura psicanalítica francesa a partir dos anos 60, e nomeia o processo de tornar-se pai e mãe, a partir da relação dos pais com os filhos.

Segundo a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, “o conceito parentalidade descrever o conjunto de atividades desempenhadas pelos adultos de referência da criança no seu papel de assegurar a sua sobrevivência e o seu desenvolvimento pleno. A palavra ‘parentalidade’ é uma derivação do termo original em inglês ‘parenting’”.

“Os adultos de referência de uma criança são aqueles que convivem com ela no dia-a-dia e
estabelecem os vínculos afetivos mais próximos durante os seus primeiros anos de vida.
São responsáveis por cuidar, estimular, educar, amar, impor limites, fortalecer a autonomia e
preparar a criança para os desafios e oportunidades da vida presente e adulta.”

 

Gerar um filho é algo natural, biológico, porém se tornar pai e mãe não é natural ou instintivo.

A Parentalidade Consciente é uma mensagem que vem ganhando corpo nos últimos anos ao redor do mundo. E nos convida a olharmos com consciência também para a relação entre pais e filhos, dentro das famílias. É um convite a ampliarmos nosso olhar em relação aos pais e mães, aos filhos, ao universo infantil e adolescente, a tudo que acontece entre pais e filhos.

Estar consciente na relação com os filhos, momento a momento, a cada interação é algo que exige trabalho e dedicação.

Segundo uma das grandes vozes da Parentalidade Consciente, a dra Shefali Tsabary, “ser um pai ou uma mãe consciente é uma habilidade que pode levar anos para adquirir”.

 

E o que eu faço para ser um pai e uma mãe mais consciente?

A Parentalidade Consciente é um convite ao autoconhecimento.

Para ampliar a consciência em relação à maternidade e à paternidade, um bom começo é ampliar o olhar sobre si mesmo.

É ir trazendo clareza à sua história, aos seus valores, às suas emoções, às suas escolhas diárias.

É olhar para si mesmo com mais empatia, acolhendo tudo que vem, inclusive as limitações, dores, medos.

É ir aceitando que não somos perfeitos, é ir assumindo nossas imperfeições e a nossa vulnerabilidade.

Paradoxalmente, assim vamos nos tornando mais íntegros, autênticos e fortalecidos. Assim, deixamos de cobrar a perfeição de nós mesmos e também dos nossos filhos. Desse lugar é possível a aceitação plena de quem cada filho é. Desse lugar é possível permitir que eles se expressem com autonomia e autenticidade.

Assim vamos nos libertando, nos liberando e conseguimos estar mais inteiros. Com a gente mesmo e com nossos filhos. Mais presentes, no aqui e agora, momento a momento. Desse lugar é possível o olho no olho.

Vamos resgatando nossa essência. Nesse caminho, encontramos nossa criança interior e passamos a dá-la atenção, carinho e cuidado. E como essa criança interna nutrida e saudável nos ajuda na jornada com os nossos filhos!

E desse lugar de mais sintonia e conexão consigo mesmo é possível sintonizar e conectar verdadeiramente com nossos filhos. Uma conexão de coração para coração, de essência para essência. O pleno fluir do Amor Incondicional.

 

Plantando sementes, colhendo frutos

E porque tanto esforço? Quais os benefícios de sermos pais e mães mais conscientes?

Toda essa jornada é para que o seu Amor possa fluir e chegar aos seus filhos, e para que eles recebam de fato esse Amor.

A criança que se sente amada, respeitada, aceita é uma criança que é capaz de amar. Que vai entregar ao mundo isso de positivo que ela recebeu.

É uma criança que irá se tornar uma adolescente e um adulto mais saudável emocionalmente:

– tem mais autoestima, se amando e se respeitando;

– é mais assertiva para dizer “sim” ou “não”. Mais segura para se posicionar frente às escolhas que a vida traz;

– é mais autêntica, ela pode expressar sua essência, seu SER em plenitude, pois desde cedo ela teve essa permissão;

– tem mais resiliência, é uma criança que consegue lidar com os altos e baixos, com o sim e com o não, pois teve pais aos seu lado dando o suporte emocional necessário para lidar com as frustrações, com o aprender esperar, com o adiar das próprias satisfações.

O mais lindo de toda essa jornada é que para criarmos filhos assim nós, pais e mães, vamos ter nos transformado ao longo do caminho. Com certeza, seremos adultos melhores.

Assim, adultos mais conscientes no mundo, crianças mais conscientes no mundo, construindo juntos uma realidade de mais amor, respeito, tolerância e mais paz.

Pessoas conscientes mudam o mundo.

Com a ajuda dos nossos filhos, por eles, com eles e para eles, nós vamos acordando, vamos despertando da inconsciência.

Pais e filhos são companheiros nessa jornada de crescimento e evolução.

 

“É preciso amar as pessoas”.

 

Que isso comece em nós. Que isso comece na nossa família.

Aqui e agora.

“Como se não houvesse amanhã…”

 

Por onde começar

Para você que se identificou com esse texto e sente esse chamado, mas ao mesmo tempo se sente sozinho e não sabe por onde começar, preparei esse módulo gratuito do Curso Online Meu filho, Meu Despertar.

O Curso Online Meu Filho, Meu Despertar é uma jornada de autoconhecimento para pais e mães e traz um passo a passo para você conhecer aspectos essenciais para transformar a sua relação com seus filhos.

Venha fazer parte desse movimento crescente de Pais e Mães Conscientes!

CLIQUE AQUI e acesse o Módulo Gratuito do curso Meu Filho, Meu Despertar.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.